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terça-feira, setembro 15th, 2009

Dando os primeiros passinhos…

Hello…

Tá aí um texto que eu achei muito interessante e bastante válido. A internet dando os primeiro passinhos…

Este texto é uma referência. O original você pode ler aqui.

“Com um total de 64,8 milhões de internautas brasileiros, o meio digital é hoje uma das mídias que mais atraem as empresas. Prova disso são os números do recente relatório divulgado pela editora Meio & Mensagem, o Projeto Inter-Meios. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a mídia brasileira faturou R$ 9,67 bilhões em publicidade, sendo R$ 394,5 milhões deste montante destinados para a internet, ou seja, um crescimento de 22,8% comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo Pyr Marcondes, diretor do núcleo digital ProXXIma do grupo Meio & Mensagem, a internet é um novo setor, ainda em fase de consolidação, cujo crescimento só tende a aumentar. “Os anunciantes começaram a enxergar nele vantagens como mensurabilidade e abrangência, aliadas à segmentação (é possível falar praticamente one to one na internet) e interatividade em tempo real. Todos, atributos praticamente exclusivos da web e nunca antes experimentados pelo mercado publicitário. Esse conjunto de possibilidades gera experimentação e, em caso de uma experiência de comunicação e marketing bem sucedida, o anunciante passa a incorporar mais definitivamente a web em seus planos de mídia. Daí a expansão”, afirma.

Extremamente variado, o público da internet abrange, genericamente, as classes A+ B+ C e parte da D, e é composto por homens e mulheres, com idades que variam dos 08 aos 60 anos. Fato esse essencial na hora da empresa escolher o meio para anunciar. “A penetração da internet na população, em todas as classes, está aumentando e já é possível atingir uma grande massa de consumidores com este meio, por isso o crescimento de faturamento de publicidade do meio. Trata-se de uma tendência irreversível, que deve aumentar com o tempo”, explica Patrícia Marinho, VP de Atendimento da Giovanni+Draftfcb.

Assim como o seu público, as oportunidades que a internet oferece para a empresa são muito amplas, já que, além de servir como um canal de vendas, ela possibilita inúmeras maneiras para a empresa anunciar os seus produtos. “Você pode optar por um plano de divulgação cujo foco seja cobertura e, para isso, contar com a audiência dos grandes portais. Mas, também, pode ser muito assertivo divulgar sua mensagem na infinidade de sites de interesse específico que existe no mercado. A isso, se somam conceitos como behavioral targeting, que permitem expor mensagens adequadas ao perfil demográfico e de navegação do público que acessa em um determinado site. É possível, também, aproveitar as vantagens do search marketing e usar sua verba para aparecer para as pessoas que estão buscando palavras que tenham afinidade com o seu produto. E ainda tem a questão do poder das Redes Sociais, cujo uso para marketing ainda é uma novidade. Tudo isso com a vantagem de poder mensurar tudo, o tempo todo, a ponto de se ajustar uma campanha e buscar melhores resultados enquanto o investimento ainda não foi todo comprometido”, exemplifica Patrícia.

Apesar do crescimento da internet como meio publicitário, o Projeto Inter-Meios mostrou que o meio TV, ainda, detém 58% da verba publicitária, o Revista, 8% a 10%, e a internet ao lado da TV por Assinatura somam, juntas, apenas 8%. Mas, esse número não é tão expressivo se comparado aos 30% de expansão que a internet pode chegar esse ano. “Uma taxa certamente invejável na ótica dos demais meios já mais consolidados”, salienta Pyr.

Mas se engana quem acredita que a internet se transformará no meio mais popular e rentável para anunciar os seus produtos e serviços. O meio TV ainda é o mais estável, já que há 15 anos detém mais da metade do total de verba publicitária. Para os dois profissionais entrevistados nesta matéria, a TV continuará sendo o meio que atinge o maior número de pessoas em pouco espaço de tempo. “As pessoas gostam de ver TV. Isso não muda em país nenhum. Assisti a uma palestra em Cannes que mostrou um resultado de pesquisa feita no mercado americano (um dos que mais possui alternativas de mídia) onde se perguntou quanto tempo você estaria disposto a ficar sem televisão para ganhar 300 dólares. Sabe qual foi a resposta? Dois dias”, conta Patrícia. Pyr já faz uma projeção mais otimista para o meio internet: “pode ser que a internet venha a representar 10% do bolo publicitário brasileiro até 2015. Mas é só uma projeção”.

No entanto, mesmo que o cenário publicitário brasileiro não mude muito, o mercado já está sentindo a necessidade de se adaptar ao processo mundial da digitalização. “Não há mais barreiras entre o mundo online e offline e as oportunidades de promover interação com o consumidor são novas. Acho que a grande mudança é deixar de ser passivo (simplesmente colocar mensagens nos meios) para aprender a ser interativo (como trabalhar com o fato de que o consumidor vai interagir com a marca)”, acredita a VP de Atendimento da Giovanni+Draftfcb.

As agências de publicidade no Brasil, por sua vez, terão um grande desafio pela frente e, para Pyr Marcondes, são as empresas que mais terão que se adequar ao crescimento constante e irreversível da internet. “O que esse meio está provocando é a quebra da inércia, de hábitos e práticas comodamente assumidas pelas agências, desde o surgimento da TV, há 50 anos. Mesmo representando ainda tão pouco no bolo publicitário brasileiro, a internet é um fenômeno que provoca, na verdade, uma gigantesca mudança de comportamento de todos nós, em todo o mundo. Quando as agências olham para esse impacto, que talvez seja mais revolucionário e profundo do que o que aconteceu com a televisão, elas se assustam e ficam totalmente intimidadas. Não sabem o que fazer. Correm atrás do prejuízo e de um conhecimento que não detém. Para piorar o quadro, todos os seus clientes exigem projetos e resultados digitais já, e não para amanhã. As agências têm que sacudir o mofo, entender que a fila anda e que o futuro já chegou. E que elas perderam, pelo menos, a última década (mais ou menos o tempo de vida da internet no Brasil), preconceituosamente achando que tudo ia ficar igual, como sempre, só que não é nada disso que está acontecendo. Ou elas incorporam novos conhecimentos sobre o mundo digital, que deverá se expandir, ou vão perder a conta de seus clientes”.

E ainda dizem que é desnecessário esse “negócio” de internet…