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quarta-feira, outubro 7th, 2009

Internet nas eleições

Hellooo…

Super feliz com essa nova vitória.

Este texto é uma referência. O original você pode ler aqui.

“Pela primeira vez na política brasileira a internet passará a compor, de forma ampla, as estratégias de comunicação de partidos e candidatos.

Ao invés de passeatas, twittes e re-twittes. Ao invés de discursos intermináveis, míseros 140 caracteres.  Ao invés de atos públicos, e-mails indignados e posts na blogosfera.

Foi assim que, pela primeira vez, a sociedade brasileira influenciou através do cyberespaço o Congresso Nacional e, dessa forma, mudou a opinião de vários Senadores e o rumo do Projeto de Lei 141/09 que impunha restrições ao uso pleno da internet em campanhas eleitorais.

Foi uma pressão branca exercida por muitos milhares de pessoas que querem participar das decisões do país, mas talvez não queiram aderir às tradicionais formas de manifestação e protesto.

A diferença fundamental desta ocasião com outros protestos é que tudo isso aconteceu de forma espontânea, sem a liderança de um partido ou organização, sem comprar espaços publicitários, sem sujar a cidade e sem pretensões políticas de lideranças de ocasião. A aprovação no Senado do PL 141/09, ocorrida na última terça-feira (15), liberando a utilização plena da internet, foi uma conquista da sociedade brasileira conectada.

Uma vez alterado pelo Senado, o PL seguiu para à Câmara dos Deputados onde todas as emendas que ampliavam as liberdades de utilização da internet foram mantidas, o PL precisará agora da sanção do Presidente da República. De qualquer forma, a essa altura do campeonato, ninguém apostaria num retrocesso.

Como já tenho falado em outros momentos, a propaganda pela internet agora liberada não se impõe, não assedia o eleitor, não suja as cidades, não invade o espaço público ou privado – ela depende exclusivamente da ação do cidadão, de seu interesse e iniciativa através da interatividade.

A internet já é parte da vida dos brasileiros. Para 65 milhões de pessoas conectadas no Brasil, somos o quinto mercado de internet no mundo, a eleição de 2010 será uma eleição diferente.

Pela primeira vez na política brasileira a internet passará a compor, de forma ampla, as estratégias de comunicação de partidos e candidatos. Ganha com isso toda sociedade brasileira e também uma nova democracia, que começou a ser legislada online.”

Vamos ver no que vai dar. Uma certeza temos, menos sujeira pelo menos pelo chão da rua.

terça-feira, setembro 15th, 2009

Dando os primeiros passinhos…

Hello…

Tá aí um texto que eu achei muito interessante e bastante válido. A internet dando os primeiro passinhos…

Este texto é uma referência. O original você pode ler aqui.

“Com um total de 64,8 milhões de internautas brasileiros, o meio digital é hoje uma das mídias que mais atraem as empresas. Prova disso são os números do recente relatório divulgado pela editora Meio & Mensagem, o Projeto Inter-Meios. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a mídia brasileira faturou R$ 9,67 bilhões em publicidade, sendo R$ 394,5 milhões deste montante destinados para a internet, ou seja, um crescimento de 22,8% comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo Pyr Marcondes, diretor do núcleo digital ProXXIma do grupo Meio & Mensagem, a internet é um novo setor, ainda em fase de consolidação, cujo crescimento só tende a aumentar. “Os anunciantes começaram a enxergar nele vantagens como mensurabilidade e abrangência, aliadas à segmentação (é possível falar praticamente one to one na internet) e interatividade em tempo real. Todos, atributos praticamente exclusivos da web e nunca antes experimentados pelo mercado publicitário. Esse conjunto de possibilidades gera experimentação e, em caso de uma experiência de comunicação e marketing bem sucedida, o anunciante passa a incorporar mais definitivamente a web em seus planos de mídia. Daí a expansão”, afirma.

Extremamente variado, o público da internet abrange, genericamente, as classes A+ B+ C e parte da D, e é composto por homens e mulheres, com idades que variam dos 08 aos 60 anos. Fato esse essencial na hora da empresa escolher o meio para anunciar. “A penetração da internet na população, em todas as classes, está aumentando e já é possível atingir uma grande massa de consumidores com este meio, por isso o crescimento de faturamento de publicidade do meio. Trata-se de uma tendência irreversível, que deve aumentar com o tempo”, explica Patrícia Marinho, VP de Atendimento da Giovanni+Draftfcb.

Assim como o seu público, as oportunidades que a internet oferece para a empresa são muito amplas, já que, além de servir como um canal de vendas, ela possibilita inúmeras maneiras para a empresa anunciar os seus produtos. “Você pode optar por um plano de divulgação cujo foco seja cobertura e, para isso, contar com a audiência dos grandes portais. Mas, também, pode ser muito assertivo divulgar sua mensagem na infinidade de sites de interesse específico que existe no mercado. A isso, se somam conceitos como behavioral targeting, que permitem expor mensagens adequadas ao perfil demográfico e de navegação do público que acessa em um determinado site. É possível, também, aproveitar as vantagens do search marketing e usar sua verba para aparecer para as pessoas que estão buscando palavras que tenham afinidade com o seu produto. E ainda tem a questão do poder das Redes Sociais, cujo uso para marketing ainda é uma novidade. Tudo isso com a vantagem de poder mensurar tudo, o tempo todo, a ponto de se ajustar uma campanha e buscar melhores resultados enquanto o investimento ainda não foi todo comprometido”, exemplifica Patrícia.

Apesar do crescimento da internet como meio publicitário, o Projeto Inter-Meios mostrou que o meio TV, ainda, detém 58% da verba publicitária, o Revista, 8% a 10%, e a internet ao lado da TV por Assinatura somam, juntas, apenas 8%. Mas, esse número não é tão expressivo se comparado aos 30% de expansão que a internet pode chegar esse ano. “Uma taxa certamente invejável na ótica dos demais meios já mais consolidados”, salienta Pyr.

Mas se engana quem acredita que a internet se transformará no meio mais popular e rentável para anunciar os seus produtos e serviços. O meio TV ainda é o mais estável, já que há 15 anos detém mais da metade do total de verba publicitária. Para os dois profissionais entrevistados nesta matéria, a TV continuará sendo o meio que atinge o maior número de pessoas em pouco espaço de tempo. “As pessoas gostam de ver TV. Isso não muda em país nenhum. Assisti a uma palestra em Cannes que mostrou um resultado de pesquisa feita no mercado americano (um dos que mais possui alternativas de mídia) onde se perguntou quanto tempo você estaria disposto a ficar sem televisão para ganhar 300 dólares. Sabe qual foi a resposta? Dois dias”, conta Patrícia. Pyr já faz uma projeção mais otimista para o meio internet: “pode ser que a internet venha a representar 10% do bolo publicitário brasileiro até 2015. Mas é só uma projeção”.

No entanto, mesmo que o cenário publicitário brasileiro não mude muito, o mercado já está sentindo a necessidade de se adaptar ao processo mundial da digitalização. “Não há mais barreiras entre o mundo online e offline e as oportunidades de promover interação com o consumidor são novas. Acho que a grande mudança é deixar de ser passivo (simplesmente colocar mensagens nos meios) para aprender a ser interativo (como trabalhar com o fato de que o consumidor vai interagir com a marca)”, acredita a VP de Atendimento da Giovanni+Draftfcb.

As agências de publicidade no Brasil, por sua vez, terão um grande desafio pela frente e, para Pyr Marcondes, são as empresas que mais terão que se adequar ao crescimento constante e irreversível da internet. “O que esse meio está provocando é a quebra da inércia, de hábitos e práticas comodamente assumidas pelas agências, desde o surgimento da TV, há 50 anos. Mesmo representando ainda tão pouco no bolo publicitário brasileiro, a internet é um fenômeno que provoca, na verdade, uma gigantesca mudança de comportamento de todos nós, em todo o mundo. Quando as agências olham para esse impacto, que talvez seja mais revolucionário e profundo do que o que aconteceu com a televisão, elas se assustam e ficam totalmente intimidadas. Não sabem o que fazer. Correm atrás do prejuízo e de um conhecimento que não detém. Para piorar o quadro, todos os seus clientes exigem projetos e resultados digitais já, e não para amanhã. As agências têm que sacudir o mofo, entender que a fila anda e que o futuro já chegou. E que elas perderam, pelo menos, a última década (mais ou menos o tempo de vida da internet no Brasil), preconceituosamente achando que tudo ia ficar igual, como sempre, só que não é nada disso que está acontecendo. Ou elas incorporam novos conhecimentos sobre o mundo digital, que deverá se expandir, ou vão perder a conta de seus clientes”.

E ainda dizem que é desnecessário esse “negócio” de internet…